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Os “evangélicos” e a política: reflexões necessárias sobre o Brasil de hoje

O objetivo deste artigo é relativizar diagnósticos conclusivos sobre os “evangélicos em geral”. Fiéis evangélicos são “mais que ovelhas” e com suas histórias e experiências não são, necessariamente, impermeáveis a todas as causas que envolvem direitos sociais. Afinal, para a construção da democracia interessa diferenciar e se aproximar de pessoas, grupos e segmentos que vivenciem discriminações e injustiças sociais, independentemente das religiões que professem
“Os evangélicos” tornaram-se personagens obrigatórios nas conversas sobre a política brasileira

Foto: Reprodução

Nas últimas décadas, “os evangélicos” tornaram-se personagens obrigatórios nas conversas sobre a política brasileira. Disputam todas as eleições e estão em diferentes partidos. Uma vez no Poder Legislativo, os eleitos agem para obter isenções de impostos, para lograr feriados no calendário oficial da nação e para garantir concessões nos meios de comunicação.

Junto ao Poder Executivo, buscam apoio financeiro para eventos religiosos em espaços públicos e agem para lograr subsídios para a construção de templos. Ao mesmo tempo, em suas iniciativas, campanhas e declarações midiáticas, criminalizam práticas ligadas às religiões de matriz africana.

Nos meios de comunicação, também são frequentes as repercussões de declarações de conhecidos evangélicos que negam o reconhecimento de direitos das mulheres, dos grupos LGBT, dos negros, das populações indígenas, bem como se contrapõem a iniciativas que propõem desarmamento e tratamento de saúde para usuários de drogas consideradas ilícitas.

Por tudo isso, seja por defender interesses de suas igrejas, seja por fomentar a intolerância religiosa, seja por questionar direitos e estimular discriminações, “os evangélicos” são, muitas vezes, vistos como a mais perfeita metáfora do mal que ronda a democracia brasileira.

E, certamente, não há como negar que nos dias atuais a atuação pública de setores evangélicos produz nefastas consequências para o combate das desigualdades e para a valorização de nossa diversidade.

Contudo, o objetivo deste pequeno artigo é justamente relativizar diagnósticos conclusivos sobre os “evangélicos em geral”. Para tanto, de início vamos lembrar alguns aspectos de nossa história religiosa e, em seguida, destacar algumas características do Brasil atual que envolvem desigualdades nas condições de vida, sistema eleitoral e concessões nos meios de comunicação.

Catolicismo hegemônico x crescimento pentecostal

Desde os tempos coloniais, os santos, os símbolos e rituais católicos se imbricaram no calendário oficial da nação brasileira bem como essa igreja teve papel central na configuração de territórios urbanos e espaços rurais.

Mesmo após a Proclamação da República, a Igreja Católica continuou sendo a religião oficial e dominante e, ainda, assegurou sua presença nas ações públicas, sobretudo as voltadas para educação, saúde e assistência social.

Enfim, em nossa história, “ser brasileiro e ser católico” parecia ser uma equação inquestionável. As religiões mediúnicas – por vezes ignoradas, por vezes combatidas – não chegavam a ameaçar a hegemonia católica no campo religioso. Até mesmo porque muitos frequentadores de candomblé, umbanda e do espiritismo kardecista, vivendo um pertencimento duplo, também se declaravam católicos.

Os protestantes de migração, herdeiros da Reforma do século 15 (batistas, presbiterianos, luteranos, metodistas etc.), também não representaram grande ameaça, pois, sem priorizar novas conversões, seguiram com crescimento vagaroso.

De fato, foi a chegada do pentecostalismo, no começo do século 20, que provocou fortes mudanças no campo religioso. Marcados pela crença nos dons especiais concedidos pelo Espírito Santo, com suas ofertas de êxtase religioso e com seu forte ativismo proselitista, os primeiros crentes pentecostais chegaram via Estados Unidos, como indica a história da Assembleia de Deus e da Congregação Cristã do Brasil.

Décadas depois, aquelas e muitas outras denominações – vindas de fora ou nascidas no país – já estavam espalhadas Brasil afora. A partir dos anos 1960, contando com as concessões de rádio e TV, algumas obtidas durante a ditadura militar, as denominações pentecostais chegaram aos lares católicos e cresceram, sobretudo nas camadas populares.

Logrando conversões e exigindo exclusividade, essa vertente religiosa introduziu concorrência explícita no interior do campo religioso. Como reação a esse crescimento, sobretudo no decorrer dos anos 1970, novas movimentações surgiram no interior da Igreja Católica.

De um lado, a Renovação Carismática Católica (RCC) – também enfatizando o acesso dos fiéis contemporâneos aos dons do Espírito Santo – passou a oferecer rituais católicos com maior efervescência e ganhou adeptos no interior da própria população católica. De outro lado, inspiradas nos documentos do Concílio Vaticano II, as Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) se tornaram espaços de reivindicação por terra, por condições de trabalho, por moradia urbana. Por meio de uma “politização do religioso”, quadros das CEBs renovaram a fé e passaram a atuar segundo as regras do campo político.

Porém, nem a Renovação Carismática nem as CEBs chegaram a ser movimentos massivos e não foram suficientes para estancar a diminuição do rebanho católico. Como indicam os resultados dos censos do IBGE, o catolicismo seguiu linha decrescente: 89,0% (1980); 83,3% (1991); 73,6% (2000) e 64,6% (2010). Enquanto os evangélicos, alavancados pelo crescimento das denominações pentecostais, chegaram aos seguintes números: 6,6% (1980); 9,0% (1991); 15,4% (2000) e 22,2% (2010).

Situações, trajetórias de vida e níveis de pertencimentos

Não por acaso, denominações evangélicas chegaram nas prisões, favelas, conjuntos habitacionais, acampamentos rurais e outras periferias marcadas pela pouca presença da Igreja Católica e pela presença precária do Estado.

Em espaços marcados pela fragmentação e violência, as igrejas evangélicas oferecem recursos materiais e simbólicos para dar sentido à vida e para enfrentar situações difíceis. Ali circulam recursos ritualísticos e estoques de argumentos para enfrentar sofrimentos relacionados com desemprego, doenças, alcoolismo, drogas, violência doméstica etc.

Em territórios mais pobres, muitas vezes dominados pela violência do narcotráfico e da polícia, sem dúvida, os templos evangélicos tornam-se importantes espaços de sociabilidade. Para quem mora em comunidades, favelas e periferias faz diferença “ser da Igreja”. Pertencer a grupos de oração, equipes de evangelização, participar de vigílias e ações sociais pode resultar em aumento da autoestima e acesso a redes de ajuda mútua.

Porém, olhando mais detidamente para o interior dessas igrejas, percebe-se que também há diferenças entre os fiéis que devem ser consideradas. Em um artigo intitulado “Somos mais que ovelhas” (O Globo, 29/9/2016), Ana Paula Lisboa – afirmando que “boa parte da esquerda considera os crentes burros, bitolados, alienados” – faz uma distinção entre “crentes ativos que se engajam nas programações da Igreja”; “crente de banco que entra e sai despercebido” e “crente Raimundo, um pé na Igreja e um pé no mundo”.

Essas várias maneiras de “estar na Igreja” somadas às diferentes experiências de vida dos fiéis sugerem a seguinte pergunta: até que ponto o que é dito nas igrejas, nas rádios e nas TV é incorporado por todos ou sempre existem possibilidade de selecionar e (re)interpretar mensagens? Por exemplo, a recorrente demonização dos cultos afro-brasileiros pode ter significados diferentes para um evangélico que nunca frequentou terreiros, para outro que já os frequentou e, ainda, um outro para quem vive (ou não) com parentes próximos que são adeptos da umbanda ou do candomblé.

Interessante notar ainda que a depender da idade dos fiéis as experiências vividas em espaços de evangélicos também podem ser apropriadas de formas diferentes. Sem dúvida, para os jovens, as igrejas são locais de sociabilidade, de convivência e lazer. Mas, nessa fase da vida, geralmente, os jovens “têm um pé no mundo”, circulam por outros espaços e têm outros pertencimentos. Jovens das classes populares – que têm oportunidade de aprender a cantar e a tocar instrumentos musicais nas igrejas – estão transferindo esse aprendizado para redes de hip-hop gospel e para outros grupos de arte e cultura, parte deles com ativismo político ligado à cultura de periferia.

Foram muitos os jovens evangélicos que em 2013 postaram suas fotos na rede social Facebook com a frase “Feliciano não me representa”, em protesto contra o deputado homofóbico que naquele momento presidia a Comissão dos Direitos Humanos da Câmara dos Deputados.

As cúpulas e as bases: sintonias e distanciamentos

Contudo, a despeito das diferenciações acima apontadas, pode-se dizer que para a grande maioria dos fiéis o pertencimento a igrejas evangélicas produz “conservadorismo”, aqui entendido como intolerância religiosa, discriminação das chamadas minorias e negação de direitos? A meu ver, não produz conservadorismo, mas exacerba crenças e valores preexistentes no tecido social. Em outras palavras, trata-se de um considerável reforço condensador de percepções e valores conservadores espalhados no contraditório “senso comum” da sociedade. Tal reforço religioso, sem dúvida, pode realimentar (e sistematizar) preconceitos e sectarismos.

Assim sendo, em momentos eleitorais (mesmo sendo difícil isolar a variável “religião” de outras variáveis como renda e escolaridade), esse mesmo reforço pode determinar escolhas de candidatos. Sendo assim, sem dúvida ganham votos aqueles que – enfatizando a “defesa da família” – repudiam o aborto e negam os direitos das mulheres e da população LGBT etc.

Mas isso não é tudo. Para compreender as repercussões do “ser evangélico” é preciso também considerar outras possibilidades. Em um extremo, a proximidade (física, pessoal) de um candidato evangélico pode, muitas vezes, funcionar mais do que a total ou parcial concordância com seus pensamentos. Em outro extremo, a grande circulação de fiéis entre denominações, e entre igrejas de uma mesma denominação, torna mais fluidas as relações entre “representantes” e as “bases” que eles dizem representar. Situações intermediárias podem se dar entre os evangélicos que, segundo o censo do IBGE de 2010, dizem não pertencer a nenhuma igreja. Lendo a Bíblia e assistindo programas de TV, esses fiéis estabelecem vínculos descontínuos com diferentes denominações.

Atentar para diferentes maneiras de “ser evangélico” contribui para a compreensão das dissintonias que podem existir entre os posicionamentos dos pastores/candidatos/representantes evangélicos e o conjunto das percepções de toda a população que os elege. Segundo pesquisa do DataFolha, divulgada em 2014, há grande sintonia no repúdio ao homossexualismo, mas há notáveis discrepâncias no que diz respeito ao uso de armas de fogo e à pena de morte. Ainda segundo pesquisa do Datafolha, divulgada em 2015, a grande maioria dos evangélicos entrevistados se posicionou contra propostas neoliberais de redução do Estado e reivindicou o Estado protetor, marcando a distância de parlamentares evangélicos que hoje (parte da base aliada do governo federal) estão votando medidas que levam à privatização de serviços públicos e à perda de direitos.

Isso tudo sem falar que a segmentação continua sendo uma característica do mundo evangélico. Novas denominações surgem cotidianamente e, entre elas, aquelas que questionam as pautas conservadoras, religiosas e/ou laicas. Assim nasceram as “igrejas evangélicas inclusivas”2 que aliam pertencimento religioso e engajamentos em lutas por reconhecimento de direitos da população LGBT. Este também é o caso da Igreja Batista do Caminho, à qual pertence o pastor Henrique Vieira, ex-vereador pelo PSOL, em Niterói, Rio de Janeiro.

Entretanto, quando se fala “dos” evangélicos em geral, essas e outras diferenças são silenciadas. Melhor, então, seria falar “de” evangélicos e, a partir de tal delimitação, relacionar seus comportamentos com algumas características do Brasil atual. É o que faremos a seguir.

Conluios “de evangélicos” no sistema político e nos meios de comunicação

Entre evangélicos nota-se uma espécie de “religiosização da política”. Isso porque, a partir de justificativas morais (em consonância com interesses de suas instituições religiosas), seus membros, sem constrangimento, utilizam categorias bíblicas e evocam Deus nos espaços usuais da política.

Entretanto, se é verdade que essa linguagem e identidade religiosa (construída em oposição aos privilégios da Igreja Católica) funciona como um passaporte para o ingresso na vida política, isso não impede que esses parlamentares rapidamente incorporem e reproduzam os usos e (maus) costumes predominantes no sistema político vigente.

Tanto na “bancada evangélica”, conhecida após a promulgação da Constituição de 1988, quanto posteriormente na Frente Parlamentar Evangélica (FPE), articularam-se interesses religiosos e contrapartidas políticas. Já foi assim, em 1987, por ocasião da aprovação dos cinco anos para o governo Sarney; continuou assim em 1992, no escândalo dos “anões do orçamento”, e em 2004, na “operação Sanguessuga”.

Após essa constatação, pode-se então indagar: qual seria hoje o traço distintivo de sua atuação? Ocultando ou não seu pertencimento religioso, mas sempre usando referências bíblicas, temos hoje um conjunto de evangélicos que levantam bandeiras de cunho moral que lhes garantem grande visibilidade. Por exemplo, nas iniciativas contra a descriminalização do aborto, se unem a parlamentares de diferentes religiões e partidos, mas eles parecem falar mais alto. Nas questões de gênero e de orientação sexual3, as posições públicas de evangélicos também coincidem com uma onda conservadora mais ampla que, atualmente, tem se manifestado no Brasil (e no mundo). Porém, suas vozes também ganham destaque.

As narrativas sobre famoso episódio que resultou na não distribuição de material pedagógico sobre diversidade sexual (desqualificado como “kit gay”), preparado pelo Ministério de Educação, em 2014, omitem as pressões feitas de outros atores e atribuem o feito somente à “força dos evangélicos”. Também a expressão acusatória “ideologia de gênero” é imediatamente associada aos evangélicos, ainda que seja usada por padres, por bispos católicos, por leigos4 e até adotada por noticiários de TV.

Tal visibilidade exacerbada contribui para a invisibilidade das “igrejas evangélicas inclusivas” e da Teologia da Missão Integral5. Assim como invisibiliza as atividades desenvolvidas por redes evangélicas e/ou ecumênicas, que com restritos recursos financeiros se colocam a favor dos direitos (conquistados ou a conquistar) de diferentes grupos sociais discriminados. Aqui vale também lembrar blogues e sites nos quais jovens evangélicos (da Rede Fale e da Rede Ecumênica de Juventude, entre outras) se contrapõem às visões machistas e homofóbicas que fundamentam a campanha denominada de Escola sem Partido.

Certamente, essa mesma visibilidade exacerbada também tem contribuído para eleições de parlamentares e pode ter influenciado resultados de eleições majoritárias no Rio de Janeiro, que elegeu para prefeito Marcelo Crivella, bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus.

Nessas, e em outras situações, pastores evangélicos negociam apoios e contrapartidas. De um lado, abrem suas igrejas, onde um grande número de “eleitores evangélicos”, com grande frequência cotidiana, são disputados por candidatos de diferentes religiões, perfis e partidos. Nas campanhas eleitorais, candidatos não evangélicos visitam igrejas, participam de cultos, criam “comitês evangélicos”. Depois das eleições, para alimentar tais relações, implementam-se parcerias em ações públicas e cargos são oferecidos como moeda de troca.

De outro lado, esse sistema político baseado em “puxadores de votos” também alimenta o particular crescimento de parlamentares que se apresentam como evangélicos. E assim, os mais conhecidos, com maior acesso aos meios de comunicação, vão elegendo (com poucos votos) outros candidatos evangélicos pouco conhecidos O sistema beneficia os pastores-comunicadores, bem como beneficia “famosos em geral”, como Tiririca, deputado federal mais votado do país em 2010.

Também as rádios e TVs “evangélicas” se movem dentro da lógica perversa na área da comunicação no Brasil. A Record, que pertence à Igreja Universal do Reino de Deus, é hoje a segunda televisão do país, ainda assim também “aluga” horários em outros canais. Prática essa seguida por outras igrejas evangélicas que, em concessões públicas, praticam aluguéis sem autorização, fazendo subconcessões e negociações publicitárias. Emissoras como a Bandeirantes, Rede TV! e Gazeta em São Paulo não fecham seus orçamentos sem a venda de horário para as igrejas6. Tudo isso reforça a desigualdade no uso de espaço de uma concessão pública.

Nota final: evangélicos, a quem interessam as generalizações?

No que diz respeito ao campo religioso, é interessante indagar por que em escândalos e polêmicas envolvendo parlamentares, somente a religião dos evangélicos ganha destaque. Certamente isso pode se explicar pela maneira, veemente e religiosamente reiterativa, dos evangélicos atuarem na política. Mas também pode revelar preconceitos em relação aos evangélicos por parte da sociedade brasileira que se vê como laica, mas naturaliza a presença de símbolos e rituais católicos no espaço público. Ou seja, para refletir sobre o papel desempenhado por segmentos evangélicos, hoje, é preciso também indagar sobre o catolicismo tradicional fortemente imbricado em nossa cultura.

No que diz respeito ao campo político, é necessário indagar: quais grupos econômicos e forças sociais se beneficiam – direta ou indiretamente – da atuação dos parlamentares evangélicos? Como se sabe, vários projetos que visam a democratização dos meios de comunicação têm sido barrados por “deputados evangélicos”, que acabam também por prestar um serviço para canais concorrentes. Paradoxalmente, a mesma Rede Globo, que pareceu tão empenhada em dificultar a eleição de Crivella no Rio de Janeiro, se beneficia da ação de evangélicos quando estes barram mudanças na atual forma de regulamentação dos meios de comunicação.

Nesse sentido, ao circunscrever o mal da democracia aos “evangélicos” acaba-se por economizar reflexão sobre realidades, interesses e disputas políticas presentes no Brasil de hoje. Sem dúvida, o protagonismo sectário de certos líderes evangélicos tem sido oportuno para outros segmentos religiosos, políticos e econômicos. Tais confluências também criam obstáculos para levar adiante a reforma política.
 
Em cenários de barganha e disputa por capital político, aos setores evangélicos conservadores também interessa ocultar outras iniciativas e denominações e assim ter seu poder de representação inflacionado. Em contraposição, para refletir sobre o Brasil de hoje, é preciso conhecer mais sobre denominações, grupos e redes evangélicos que têm se somado aos coletivos e movimentos sociais que lutam por reconhecimento da diversidade e efetivação de direitos sociais.

Por fim, para melhor qualificar o debate, é preciso também ir além das informações quantitativas sobre a “população evangélica”. Conformando um todo bem heterogêneo, os fiéis evangélicos são “mais que ovelhas” e com suas histórias e experiências não são, necessariamente, impermeáveis a todas as causas que envolvem direitos sociais. Afinal, para a construção da democracia interessa diferenciar e se aproximar de pessoas, grupos e segmentos que vivenciem discriminações e injustiças sociais, independentemente das religiões que professem.

Regina Novaes é antropóloga, como pesquisadora do CNPq, desenvolve projetos de investigação nas áreas de Juventude, Religião e Política.

VIDA PUBLICA DO REVERENDO JORGE FIDELESBIOGRAFIA DO DOUTOR JORGE DE JESUS FIDELES. Brasileiro, natural de Belo Horizonte, nascido em 13 de novembro de 1968, filho de Pedro Fideles de assunção e de Lenira de Jesus Fideles, e pai de Ruth martins Fideles,Raquel arruda Fideles de classe média, casado com Rosinei Evangelista Fideles e ainda bem novo começou a trabalhar e a conhecer o “mundo”. Sua profissão durante muito tempo foi a de vendedor no estado de SP Paulo. Tempos depois foi funcionário de uma dedetizadora e prestadora de serviços,d.d.forte,situada na época na estrada kizamom Taqueuti no Taboão da serra-sp, Neste período, vivia totalmente envolvido nas, igrejas,criado no berço das Assembleias de Deus ministério Madureira, em seu vocabulário nunca se ouviu palavras torpes,como palavrões e palavras de baixo calão.sempre se preocupou com a obra de Deus,na década de 70 sempre juntos com os seus irmãos pedro Fideles e Sergio Fideles,acompanhado sempre com um irmão em cristo por nome de paulo,saída todos os Domingos, pela manhã logo após a escola Bíblica dominical,saiam para a evangelização,era sempre apedrejados e ate mesmo *cuspidos,muitas vezes voltava para casa chorando e ate mesmo machucados devidos as pedradas que levava na rua em prol da obra de Deus,mas sempre orgulhosos por sofrer pela palavra de Cristo ,sempre assumindo um compromisso diante de Deus e dos homens. Sempre nos caminhos de Deus, .apos seus 30 anos de idade o pastor Jorge Fideles,se destacou entre os seus nove irmãos como Evangelista teve destaque no Bairro do Butantã de onde começou na verdade como administrador eclesiástico,foi Pastor de campo já com 30 anos de idade, Seu ministério como pastor foi consolidado, abrindo mão de sua vida para ouvir e exercer o chamado de Deus, levando o evangelho a toda criatura, cumprindo o grande mandamento “Amarás o Senhor teu Deus, de todo o teu coração, de toda tua alma, e de todo o teu entendimento: e amarás a teu próximo como a ti mesmo” Mateus 22:37.. Hoje o Pastor já atua em quase todos os estados do Brasil é também conhecido como um grande um grande Homem de ensinamentos,sua formação teológica assusta ate mesmo os mais chegados da família pois nunca ninguém poderia imaginar que o pastor Jorge Fideles o mais novo de dez irmãos iria consagrar um de seus irmãos a obra Pastoral como também o seu Próprio Pai o Pastor Pedro Fideles,hoje o pastor Jorge Fideles não prega apenas dentros das Igreja Assembléia de Deus e outras mas também nestes Últimos Dias prega a Palavra de Deus em favelas, hospitais, lares, creches e em toda camada social, não tendo distinção de cor, raça ou posição social, levando ao mundo que Jesus tem todo poder de libertar o homem dos vícios, do tráfico e da prostituição. O Pastor Fideles acredita na recuperação do homem através do poder de Deus, que faz do homem uma nova criatura.

 

Entenda tudo o que pode acontecer após o julgamento de Lula

7 opções incluem até presidente da Câmara no poder por 90 dias e novas eleições

Depois de julgado, Lula pode recorrerNelson Antoine/Folhapress - 13.7.2017

 

O julgamento de Lula pelo TRF 4 promete ser um divisor de águas na corrida eleitoral deste ano. Ainda não se tem todos os candidatos definidos, mas o ex-presidente lidera a preferência do eleitorado, segundo as últimas  pesquisas. Tudo isso pode mudar dependendo da sentença que for proferida no dia 24 deste mês.

Para entender as possibilidades que podem decorrer do julgamento, a Coluna conversou com a especialista em direito eleitoral e professora da faculdade do Instituto de Direito Público de São Paulo - IDPSP, Karina Kufa, e traz abaixo os principais cenários:

1) Lula é absolvido pelo TRF 4 

Sua candidatura segue como todas as outras e ele concorre à presidência da República normalmente.

2) Lula é condenado pelo TRF 4

A defesa do ex-presidente poderá entrar com um "embargo de declaração", que questiona a decisão do tribunal, por conta de omissões ou contradições. Existem duas correntes com relação a este recurso. Uma afirma que a pessoa só se tornaria inelegível após o julgamento deste recurso, outra diz que, mesmo sem o resultado do embargo, o candidato já estaria inelegível.

Mesmo após um julgamento que mantenha a decisão do TRF 4, os advogados de Lula ainda podem entrar com "Recursos Especiais Extraordinários" e pedir um efeito suspensivo da decisão para o presidente do TRF 4, que pode aceitar essa liminar sem levar para discussão com seus colegas, tomando a decisão sozinho.

Caso o presidente não entenda que o caso contenha ofensa à Constituição ou a lei, ele define que o processo não deve ser encaminhado aos tribunais superiores e que o tribunal regional já encerrou o caso, pois restringe ao mérito.

Então a defesa pode entrar com um "Agravo" reclamando para o STJ (Superior Tribunal de Justiça) e para o STF (Supremo Tribunal Federal) que o presidente do tribunal não concedeu a liminar e ainda indeferiu os recursos que feriam aqueles requisitos necessários para a chegada do processo aos tribunais (ofença à Constituição, para o STF, e ofença à lei ou falta de unifomização da jurisprudência, para o STJ). Assim, os advogados podem pedir uma nova liminar, que pode ser requerida para os ministros do STJ ou STF, inclusive de forma monocrática, ou seja, qualquer um dos ministros das duas casas, que tenha sido escolhido por sorteio para cuidar deste caso, pode conceder uma decisão liminar para que Lula possa concorrer ao cargo, mesmo antes do tribunal analisar o caso alegado.

Como os dois tribunais seguem com muitos processos correndo, não haveria tempo para que o julgamento em plenário ocorresse. Existem processos que tramitam 10 anos até serem julgados.

                                  - No dia do registro da candidatura - 

3) Lula está condenado pelo TRF, mas tem uma liminar que dura até ser eleito e empossado

É como se ele tivesse sido absolvido. Ele concorre normalmente e seus votos são computados de maneira normal. Quando eleito, a competência sai do TRF e vai para o STF e ele responde ao processo depois de toda a tramitação, provavelmente, após o seu mandato acabar.

4) Lula está condenado pelo TRF e não tem liminar, mas com expectativa de recorrer

Ele faz o pedido de candidatura, que vai ser analisado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Cerca de 30 dias depois, o tribunal divulga sua decisão:

- TSE não aceita o pedido de registro da candidatura de Lula: o ex-presidente pode recorrer junto ao STF ou fazer a substituição do candidato até 20 dias antes da eleição. Essa pessoa vai às urnas e concorre normalmente.

- TSE aceita o pedido de candidatura de Lula: ele consegue uma liminar antes da data da eleição e o TSE defere sua candidatura. Ele concorre a eleição normalmente, a menos que essa liminar caia. Leia abaixo para mais.

Nos dois casos, Lula pode continuar praticando atos de campanha, participar de debates e do programa político no Rádio e TV. Caso não tenha sido aceito pelo TSE, ele terá a situação "Inapto sub judice", mas poderá continuar nestas ações, o que pode vir a confundir o eleitor, já que sua candidatura pode ter sido indeferida.

                              - Lula concorre à eleição com uma liminar - 

5) Caso a liminar caia entre o primeiro e o segundo turno

Seus votos são anulados e, segundo a Constituição, são convocadas novas eleições. O outro candidato que havia chegado ao segundo turno poderia questionar a inconstitucionalidade da nova regra, já que, em casos semelhantes no passado, o segundo colocado era diplomado automaticamente e, em seguida, empossado. 

6) Caso a liminar caia após a eleição e ele tenha sido eleito.

Ele é eleito normalmente, mas o Ministério Público pode entrar com um "Recurso Contra Expedição de Diploma", que impede que uma pessoa seja diplomada em razão de uma inelegibilidade superveniente ou constitucional, pois, como ele não tinha a inelegibilidade durante a eleição, mas depois surgiu, ele não deve tomar posse, já que não é admissível que se dê o diploma a uma pessoa nesta situação. O problema desta ação é que ela não é tão rápida quanto a de registro de candidatura, então existe a possibilidade de Lula ser empossado e seja questionada até a competência da Justiça Eleitoral.

7) Lula é eleito, mas seu registro é caçado

O presidente da Câmara dos Deputados assume a presidência da República por 90 dias, enquanto são convocadas novas eleições, onde não somente os candidatos da eleição anterior são aceitos, mas qualquer outra pessoa que se registre junto ao TSE.

fonte;  https://noticias.r7.com/prisma/coluna-do-fraga/entenda-tudo-o-que-pode-acontecer-apos-o-julgamento-de-lula-18012018